Beatriz: um olhar pode mudar tudo

Ilustração. Fundo em tons de vermelho com detalhes em rosa. No centro está beatriz. Uma menina de pele clara, cabelos longos, lisos e pretos repartidos no meio. Usa óculos de armação fina, tem olhos pequenos. Ela sorri e usa camiseta com listras horizontais em dois tons de azul.

Já pensou em fundar uma organização não governamental – ONG? Conheça a história da Bia!

Um dia, quando tinha seis anos, Beatriz Martins de Souza foi acompanhar seu pai em um dia de trabalho. Passando pelas ruas de São Paulo, ela viu um grupo de crianças sujas, descalças e pedindo ajuda. A cena incomodou Bia, que queria ajudar de alguma maneira. Teve, então, uma ideia simples, mas capaz de arrancar sorrisos: juntar doces!

Bia passou a guardar todo tipo de balas que ganhava. Em dezembro de 2006, a pequena pegou todas as guloseimas que reuniu ao longo de quatro meses e chamou o pai para ajudá-la a distribuir. Sensibilizado com a atitude, o pai de Bia pediu contribuição de amigos e conseguiu arrecadar mais doces e brinquedos. Com a atitude, foi possível entregar mais de 600 kits para crianças carentes.

Foi assim que nasceu a ONG “Olhar de Bia”, que já alcançou mais de 100 mil pessoas, com atividades de esporte e cultura para estudantes da rede pública de ensino de Guarulhos, em parceria com o governo local. O programa também conta com ações de capacitação profissional para jovens do Ensino Médio. “Não sei se transformar o mundo a gente consegue, mas transformar o mundo de alguém a gente pode juntos. Esse é o nosso lema”, explica.

Bia lembra que sua intenção inicial era ajudar aquelas crianças, naquele dia, sem imaginar que os docinhos fossem inspirar e ajudar tanta gente. Por isso, ela destaca a importância dos sonhos. “Não tem como falar da minha vida sem falar de sonhos. A única coisa que pode mobilizar é o sonho. O Olhar de Bia nasceu como um sonho que me motiva todo dia a alcançar meus sonhos e realizar os de outras pessoas”.

E ela deixa um recado para todas as crianças que querem ajudar: “Não existe idade para começar a fazer o bem, aquela frase quando eu crescer, porque precisamos ser mais velhos para ajudar o próximo? Nosso momento é agora”, afirma.

E tem mais: em 2008, Bia participou do Câmara Mirim e sente o maior orgulho de ter sido deputada mirim. Legal, né?

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