Corpo em movimento

Ilustração. Fundo azul petróleo. Um luz com o foco no centro da imagem, ilumina Cida e Adão que estão balançando em um trapézio. Cida segura o trapézio e Adão está pulando para agarra o seu pé.

Corra, salte, brinque, nade, pedale, dance: o importante é se exercitar!

Se você costuma passar horas e horas na frente da TV ou do computador, esta dica é para você: movimente-se! O sedentarismo na infância é um assunto bastante preocupante. Quem não pratica nenhuma atividade física quando pequeno dificilmente irá praticar durante a fase adulta e, por isso, pode ter tendência a adquirir doenças graves mais tarde (ou ainda mesmo na infância!), como pressão alta, diabetes e obesidade.

Quando os exercícios estão presentes na vida das crianças desde pequenas, são vários os benefícios obtidos: há melhora no rendimento respiratório, na capacidade de desenvolvimento muscular e ósseo, na coordenação motora, na motivação da autoestima, no poder de realização e na socialização dos pequeninos. Quando uma criança joga com seus colegas, por exemplo, ela aprende as regras e, mais tarde, acaba usando-as no convívio social, aprendendo a respeitar as outras pessoas.

Esporte é lazer

As crianças passam por várias fases de desenvolvimento: sentar, engatinhar, ficar de pé, andar, falar, correr… Os movimentos vão se aperfeiçoando lentamente, a cada estímulo que elas recebem. Por isso, é importante aceitar e respeitar a criança em suas fases e limitações, sem pressa ou rigidez.

As brincadeiras também fazem parte de um período importante para o crescimento infantil. Brincar de pique-pega, pique-esconde, mãe da rua, queimada, bem como andar de bicicleta, pular corda e subir em árvores são os exercícios físicos mais naturais que existem. Enquanto você está distraído correndo e pulando, o corpo está trabalhando e se livrando de problemas como estresse, diabetes, obesidade, colesterol alto e uma série de outras doenças que podem ser evitadas com poucas horas de exercícios por semana. O importante é se exercitar!

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), para as crianças de seis a treze anos, são recomendados, no mínimo, 60 minutos de atividades físicas durante cinco dias da semana. O que vale é mexer o corpo; então, tanto faz se o exercício for brincar de correr com os coleguinhas ou jogar basquete no time da escola.

Merece atenção

Um aspecto que pode ser prejudicial é quando a família cria muita expectativa sobre o desempenho da criança no esporte de que participa. Muitas vezes, a pressão é tanta que ela acaba tendo duas reações diferentes: ou perde o prazer de participar, ou aumenta o espírito de competição – que só se torna algo ruim se não for bem explicado até que ponto a liderança é uma coisa saudável.

Tomara que seus pais não sejam assim. Muitos deles, preocupados em ver seus filhos bem desenvolvidos, obrigam os pequenos a praticar atividades sem lembrar o mais importante: a vontade da criança. Como resultado, a prática de esportes acaba se tornando uma obrigação para a criança, sem que esse seja o seu desejo, deixando-a triste e frustrada. A professora Carolina explica: “é sempre bom lembrar que, quando algo é feito sem vontade, os resultados não são satisfatórios”.

Quando tinham 9 e 7 anos, os irmãos Elis e João Marcelo Rodrigues sabiam bem disso. Eles praticavam exercícios desde pequenos e contaram para o Plenarinho que a escolha do esporte foi feita por cada um. Elis já fez balé, ginástica e jazz e, atualmente, faz natação e vôlei. “Gosto de praticar esportes, pois faço novas amizades. Busco aprender brincando”, contou a menina. Já o irmão João Marcelo fez basquete e natação e disse que preferia fazer esporte a ver TV e jogar videogame, pois sabia que exercício físico faz bem à saúde: “Acho legal e me sinto mais feliz”, declarou.

Nada de exageros

Se você gosta muito de se exercitar, deve tomar cuidado com os exageros, hein?! Segundo a pediatra e ortopedista Ana Paula Maciel, eles podem fazer mal à saúde, porque as crianças estão em fase de desenvolvimento intelectual e físico, quer dizer, estão aprendendo a lidar com as situações do cotidiano, enquanto seu corpo cresce. Problemas no sistema de defesa do organismo, infecções frequentes, distúrbios de comportamento com irritabilidade e insônia, dores crônicas nos músculos e nas articulações e lesões na pele podem ser sinais do excesso de exercícios na infância. “Os sinais do treinamento exagerado de crianças aparecem de forma bastante sutil e merecem atenção, pois elas não percebem as mudanças no corpo com a mesma facilidade e frequência que os adultos”, explica a doutora.

Além disso, existe também a queda de substâncias que o corpo produz, que são indispensáveis para o crescimento saudável. Uma delas é um hormônio chamado testosterona, que atrasa a puberdade (passagem da infância à puberdade) e reduz o nível de glutamina no sangue –que atua como fonte de energia para o funcionamento do sistema de defesa. “Sem ela, pode ser mais fácil para a criança contrair algum tipo de virose”, completa a médica Ana Paula.

Exercícios adequados para cada idade

De 6 semanas a 3 anos:

Nessa fase, os desafios da criança são engatinhar, levantar, tentar não cair e tentar andar. É importante brincar junto com eles, para que elas mexam as mãos, braços e pernas. Girar, abaixar, subir e correr é bastante saudável para os pequenos, assim como o uso de barras e balanços, que estimulam a vontade de segurar.

De 3 a 7 anos:

Essa fase é perfeita para estimular o convívio com outras crianças e ganhar autoconfiança. Nela, aprende-se brincando, testando. Dançar, brincar com bolas e brincar de pique-esconde são ótimas atividades, pois proporcionam vários tipos de estímulos.

De 7 a 10 anos:

Fase ideal para iniciar a prática de esportes. Também é um bom período para estimular a prática de jogos que envolvam, além do físico, estratégia e raciocínio. As aulas de circo são interessantes, pois unem ginástica olímpica e coordenação motora.

De 10 a 13 anos:

É uma boa época para incentivar, moderadamente, a competitividade. Aí, são muito adequados os esportes mais elaborados, com regras a serem cumpridas, respeito ao adversário e trabalho em equipe. A prática de esportes coletivos é recomendada, sem deixar de levar em conta qual a atividade preferida da criança.

(Com informações da Revista Época, Folha de S.Paulo e Cuide-se Bem.)

 

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