Danças folclóricas

O fundo da ilustração é verde e várias bolinhas coloridas, como confetes, aparecem do lado esquerdo e direito da imagem. No centro, Vital e Edu Coruja sorriem e seguram acima de suas cabeças uma fantasia de Bumba meu boi. É o corpo preto um boi preto com flores vermelhas e rosas e detalhes amarelos. A Cabeça é vermelha com detalhes coloridos e chifres brancos de onde saem fitas azuis, verdes e vermelhas.

Antes de falar em danças folclóricas, é preciso primeiro entender o que significa o folclore: é o conjunto de tradições, lendas, crenças, histórias, danças e manifestações de determinado país ou região. O folclore se manifesta em quase todos os costumes do povo, como alimentação, linguagem, artesanato, religião e roupas. No Brasil, o Dia do Folclore é comemorado em 22 de agosto.

Você sabia que uma forma de entender um povo e sua história é conhecer seu folclore? E o brasileiro é um dos mais ricos do mundo, pois foi construído ao longo dos anos com a contribuição de índios, brancos, negros e todos os colonizadores e imigrantes que vieram para Brasil.

As danças folclóricas

Congada

A congada é uma dança que começou com os escravos africanos que vieram para o Brasil. Os escravos se reuniam para cantar, beber e se divertir. As pessoas que participam da festa usam fardas (as roupas), chapéus (os chamados barretes), faixas, bastões e guizos (uma espécie de sininhos). Essa dança lembra uma coroação de reis. Nela são encenadas lutas entre o bem e o mal. A congada mistura elementos históricos e religiosos. É típica da região Sul do País, mas se manifesta também no Centro-Oeste.

Bumba-meu-boi

É um dos espetáculos mais populares do Brasil. Apresentado na época de Natal e algumas vezes no Carnaval, é típico das regiões Norte e Nordeste do País.

Na apresentação, o público fica de pé, formando um círculo. O boi é o personagem principal. Ele é feito de madeira coberta de panos coloridos, fitas e muitos enfeites. Uma pessoa fica dentro do boi, dançando, pulando e avançando no público. Todos os personagens do bailado são representados por homens, mesmo que a personagem seja mulher. Para comandar o espetáculo, existe um capitão; e para divertir os espectadores, há Mateus e Catirina, que cantam e dançam de forma engraçada e apresentam os bichos que fazem parte da festa.

O nome do boi depende de cada região: na Amazônia, por exemplo, chama-se boi-bumbá; no Maranhão, boi de reis; no Ceará, boi surubi; e no Rio Grande do Norte, boi calemba. O festival tradicional acontece em Parintins, no Amazonas, onde dois grupos entram numa acirrada disputa: um torce pelo Garantido (vermelho) e o outro pelo Caprichoso (azul).

Cavalhada

A cavalhada é um folguedo (uma festa, uma brincadeira) popular inspirado nas lutas antigas entre cristãos e mouros (os chamados infiéis, por não serem batizados). Chegou ao Brasil trazido pelos colonizadores portugueses.

Na festa, há 12 homens vestidos de vermelho (que representam os mouros) e 12 vestidos de azul (os cristãos). Os cavaleiros usam lanças, chapéus e lenços e desfilam com toda pompa até o local onde será a disputa. Nessa luta, um mastro é colocado no meio dos cavaleiros com argolas penduradas. Os cavaleiros saem em disparada tentando retirar a argola com suas lanças.

O espetáculo envolve dança e uma orquestra que anima o povo durante toda a disputa. Acontece bastante na região Nordeste, mas em Goiás e Mato Grosso também existe a tradição. Fazem parte do evento: um baile de cavaleiros, a festa da iluminação com um enorme espetáculo de luzes e as danças. É uma grande festa popular.

Maracatu

Essa dança tem origem religiosa e é muito popular, principalmente em Pernambuco. A festa é cheia de pompa (muito chique), tem reis e rainhas vestidos com roupas coloridas e cheias de enfeites. Há os reis e rainhas negros e os brancos, que desfilam acompanhados de toda a corte e embalados por batuqueiros que fazem um som alegre e contagiante.

O maracatu começou a ser experimentado no Brasil há cerca de dois séculos, como homenagem à família real. Depois de um tempo, virou brincadeira de rua. Com o tempo, cada Estado foi criando suas próprias características. No Ceará, o som é mais lento e mais ritmado, os rostos dos participantes são pintados de preto e usam roupas brilhantes e luxuosas. Em Pernambuco, há vários grupos de maracatu, e cada um tem sua especificidade.

A festa também tem nomes variados, como maracatu de baque virado, maracatu nação, maracatu rural e maracatu de orquestra. O grupo desfila pelas ruas e, em alguns momentos, apresenta duelos. É um espetáculo para ninguém botar defeito.

Dança dos mascarados

Com origem indígena, a dança dos mascarados foi enriquecida pelos colonizadores espanhóis e portugueses. Antigamente, os negros não podiam entrar nas igrejas católicas; então, faziam suas manifestações e festas em frente aos templos. Casais dançavam com passos marcados, mas apenas os homens dançavam mascarados. As mulheres eram representadas por homens com saias ou vestidos. As máscaras serviam para os participantes não serem reconhecidos.

A dança é típica do Mato Grosso. O grupo mantém a tradição da dança com cavalinho, a trança de fita, arpejada (instrumento de cordas) e lundu (uma dança de par solto). São roupas coloridas e dança divertida.

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