A presença feminina no Câmara Mirim

Ilustração. Ao fundo, o painel ao fundo do Plenário da Câmara, localizado atrás da Mesa onde estão a turma e um menina de cabelos castanhos, lisos e longos, com um vestido rosa de mangas compridas. O painel tem fundo é preto, linhas verticais cinzas e pequenos quadrados verde e amarelo intercalados. Na parte da frente, vê-se mãos levantas, elas têm diferentes tons de pele.

O número de mulheres parlamentares na Câmara dos Deputados é o maior dos últimos anos. Nas eleições de 2018, a bancada feminina passou de 51 para 77 deputadas.

Ainda assim, trata-se de uma participação tímida – especialmente quando consideramos que mais da metade da população brasileira é composta por mulheres (51,6%). As deputadas representam apenas 15% do total de parlamentares da Casa.

Mas, se depender das deputadas mirins, esse cenário há de mudar nas próximas décadas.

O Câmara Mirim é delas

Analisando os dados das três últimas edições do Câmara Mirim, descobrimos que as deputadas mirins são sempre em maioria. Elas representavam 53,35% dos participantes que vieram à Brasília em 2016; 57% em 2017; e 53,86% em 2018.

Os números são semelhantes quando analisamos a autoria dos projetos de lei inscritos no Câmara Mirim. Em 2017, 54,8% dos projetos de lei enviados eram de meninas. Houve pouca variação percentual em 2018 – as meninas foram responsáveis por 54,2% dos projetos.

As preocupações das meninas

Em 2016, foram apresentados 16 projetos de lei com temática relacionada à Mulher. As preocupações mais evidentes foram em relação a empregabilidade da mulher, a igualdade salarial, o aumento da participação política feminina e a segurança.

Já em 2017, 5 projetos de lei foram voltados às mulheres. Eles trataram de violência contra a mulher, desigualdade entre os gêneros, mortalidade materna, legalização do aborto e direitos das donas de casa.

Os números voltaram a subir em 2018. Nessa edição, 13 projetos de lei defenderam os direitos das mulheres – 4 deles enviados por meninos. Chama a atenção que os 5 projetos relacionados ao combate à violência contra a mulher foram criados por meninas. Já os PLs enviados por meninos tratavam da reabilitação de mães em situação de rua, da liberação do aborto, de igualdade salarial e da criação de um parlamento feminino no âmbito da Câmara.

para-o-educador

O mês de março é uma ótima oportunidade de promover reflexões sobre os direitos das mulheres, sua participação política e presença nos postos de poder.

Questione com seus estudantes:

• Se as mulheres são maioria na população brasileira, por que a representatividade feminina nas casas legislativas é baixa?
• Quais são os obstáculos ao aumento da participação feminina na vida pública?
• Como aumentar a representatividade feminina nos parlamentos?
• Quais são as preocupações das crianças e jovens quando o tema é direitos das mulheres?

Fonte de dados: IBGE – pesquisa PNAD 2017, Câmara Notícias.

Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura "plenarinho.leg.br - Câmara dos Deputados" e não seja para fins político-partidários

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