Carmen Miranda

É bem provável que você já tenha visto na televisão imagens de uma cantora alegre, com bananas equilibradas na cabeça, sapatos de plataforma bem altos, dançando e entoando a música “O que é que a baiana tem”. Essa artista é Carmen Miranda, que, se ainda estivesse viva, teria completado 110 anos no dia 9 de fevereiro de 2019.

Quem foi

Maria do Carmo Miranda da Cunha nasceu em 1909 numa província de Portugal, mas logo se tornou uma legítima representante verde-amarela. A pequena veio para o Brasil com menos de um ano de idade e foi criada no Rio de Janeiro. Ganhou o apelido de Carmen no Brasil, pois seu pai, José Maria, adorava óperas, e a ópera chamada Carmen, de Georges Bizet, era uma de suas preferidas.

Carmen teve seu primeiro emprego aos 14 anos numa loja de gravatas. Contam que ela foi despedida de lá porque passava o tempo cantando e distraindo os outros vendedores; mas o autor Ruy Castro, que escreveu a biografia, diz que ela cantava por influência de sua irmã mais velha, Olinda, e que assim atraía clientes.

Sucesso nos palcos do Rio

Sua estreia nos palcos cariocas foi um sucesso. O compositor conhecido da época, Josué de Barros, quando a viu percebeu seu potencial e resolveu investir em sua carreira. Ele pagava cursos de canto e de pronúncia e encaminhava Carmen para todas as rádios e gravadoras. E esse esforço não foi em vão. Logo, logo, ela conseguiu gravar seu primeiro disco.

O grande sucesso veio a partir de 1930, quando gravou a marcha “Pra Você Gostar de Mim” (Aquela que diz “Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim; ai, meu bem, não faz assim comigo, não. Você tem, você tem que me dar seu coração”) de Joubert de Carvalho. Antes do fim do ano, já era apontada pelo jornal O País como “a maior cantora brasileira”.

É importante lembrar que em 1936, estreou o filme “Alô, Alô Carnaval”, com a famosa cena em que ela e sua irmã, Aurora Miranda, cantam “Cantoras do Rádio”. No final da década de 30, Carmen já estava contratada como artista exclusiva do Cassino da Urca. Interpretava músicas dos melhores compositores da época, como Assis Valente e Ary Barroso.

Carreira internacional

Junto com o conjunto Bando da Lua, cantava a música “O que é que a baiana tem” quando foi vista por Lee Schubert, empresário americano de muita influência na Broadway (uma avenida da cidade de Nova Iorque, Estados Unidos, famosa por seus teatros que exibem superproduções de musicais). Esse contato foi muito proveitoso, sabe? Rendeu a Carmen a entrada no universo artístico norte-americano. Seu sucesso foi absoluto. Não demorou a ser chamada para fazer um filme em Hollywood, a maior indústria de filmes norte-americanos. Outro sucesso! Seis meses depois de ter chegado nos Estados Unidos, foi convidada a deixar as marcas de suas mãos, pés e o seu autógrafo registrados na famosa Calçada da Fama, em Hollywood.

Era uma consagração jamais vista por uma artista brasileira fora do Brasil! Carmen tinha alcançado o topo de sua carreira. Era reconhecida dentro e fora do País. E no exterior estava no mesmo patamar das maiores estrelas internacionais.

Pequena notável

Com 1,53m de altura, Carmen Miranda era uma mulher baixinha. Para parecer um pouco maior, gostava de usar aqueles saltos altos, de plataforma. Por causa disso, o radialista César Ladeira a batizou carinhosamente de “A pequena notável”.
Só para resumir, entre as décadas de 1930 e 1950, Carmen trabalhou no rádio, no teatro de revista, no cinema e na televisão. Chegou a receber o maior salário até então pago a uma mulher nos Estados Unidos. Seu estilo influenciou até o Tropicalismo, movimento cultural brasileiro surgido no final da década de 1960.

A pequena notável morreu de ataque cardíaco no dia 5 de agosto de 1955, aos 46 anos de idade. Mas certamente continua bem viva na cultura nacional.

Com informações dos sites MPBNet e Wikipedia.


 

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