Bibliotecário ou biblioteconomista

Você já visitou uma biblioteca? Já imaginou o trabalho que dá organizar tudo direitinho para que você consiga encontrar o livro desejado facilmente? Esse trabalho fica a cargo dos bibliotecários ou biblioteconomistas, que cuidam da organização de livros, documentos e informações, tanto físicas quanto digitais.

Em 12 de março, comemoramos o Dia do Bibliotecário. Essa data foi escolhida em homenagem a Manuel Bastos Tigre, que nasceu em Recife/PE em 12 de março de 1882 e faleceu em 1957.

Manuel Bastos terminou o curso de Engenharia em 1906 e resolveu fazer uma especialização nos Estados Unidos. Lá ele conheceu o bibliotecário Melvil Dewey. Esse encontro mudou o rumo da carreira do brasileiro: ele passou de engenheiro a bibliotecário. Trabalhou no Museu Nacional, na Biblioteca da Associação Brasileira de Imprensa e também na Biblioteca Central da Universidade do Brasil.

 O profissional

Mas não se engane: o bibliotecário, ou biblioteconomista, não é apenas responsável por classificar e organizar livros e outros materiais bibliográficos (jornais, revistas, CDs, vídeos, DVDs) em prateleiras.  Nos últimos anos, a área de trabalho desse profissional se ampliou muito com o reconhecimento de que o seu objeto de trabalho não é a publicação impressa, mas a informação, independentemente do suporte onde ela esteja registrada. É o que explica o bibliotecário da Câmara dos Deputados, Raphael Cavalcante, que é Chefe da Seção de Disseminação da Informação.

Além do trabalho de administrar a biblioteca e documentar a chegada e a saída de livros, um bibliotecário pode organizar informações em sites na internet e em bases de dados, deixando o acesso às informações mais simples, rápido e lógico. Neste caso, ele é chamado de arquiteto de informação.

Raphael acrescenta, ainda, outra importante função do bibliotecário: incentivar o interesse pela leitura. Para isso, é preciso estar sempre atualizado em relação às notícias, dominar idiomas estrangeiros e ser o mais livre possível de preconceitos, já que, no dia a dia, lida-se com pessoas de diferentes classes sociais, orientações sexuais, crenças religiosas e orientações políticas.

A biblioteca da Câmara dos Deputados

A biblioteca da Câmara é muito antiga. Foi inaugurada em 1866, lá no Rio de Janeiro, antiga capital do Brasil. Ficou no Rio até 1960, quando a Câmara dos Deputados foi transferida para Brasília.

De acordo com Raphael, a biblioteca da Câmara é especializada em Ciências Sociais, como Direito, Ciência Política e Administração Pública, mas também é possível ter acesso a obras de Literatura, História e Geografia.

Livraria

A Câmara disponibiliza vários livros em sua Livraria, que pode ser acessada fisicamente, na própria biblioteca, ou pela livraria digital. São livros de excelente qualidade, vendidos abaixo do preço de custo. “É cobrado do cidadão apenas parte do custo de produção porque uma das missões da editora é transmitir a informação legislativa ou qualquer outra que ela trabalhe para a sociedade”, diz Raphael. A versão e-book de todos os livros é disponibilizada gratuitamente.

Obras raras

 Já pensou que legal ter acesso a obras raras? Na biblioteca é possível encontrar uma seção com mais ou menos cinco mil volumes. É o que explica Raphael: “Existem obras datadas desde o século 16, e elas não ficam no acervo geral, estão em um cofre por serem valiosas”. Entre os títulos estão: edição do século 18 da “Encyclopedie”, obra clássica do pensamento ocidental, do filósofo iluminista Denis Diderot; a primeira edição de “Os Sertões: campanha de Canudos” e de  “Triste fim de Policarpo Quaresma”, marcos da literatura nacional.

Segundo o bibliotecário, cada instituição estabelece os critérios para que um livro seja considerado raro ou não.“Os [critérios] da nossa biblioteca estão descritos na Política de Desenvolvimento de Coleções, mas, em geral, tem a ver com o fato de um livro ser difícil de encontrar dada a sua antiguidade, ou, ainda, por ter pertencido a uma personalidade de reconhecida projeção e influência”, diz Raphael.

Parte desse acervo está digitalizado na biblioteca digital. Para quem deseja ter acesso pessoalmente, é necessário marcar horário, e no local haverá uma pessoa para acompanhar a visita.

Já para a biblioteca!

Quem não conhece uma biblioteca? Se você nunca entrou em uma, vá correndo à biblioteca mais próxima para “saborear” o mundo de informações que existe nela. Lá você encontra espaço ideal para estudar, ler, fazer trabalhos da escola e pesquisas. Isso porque o lugar é silencioso e cheio de livros e documentos históricos para se consultar.

Se a sua cidade não tem uma biblioteca pública, não deixe de cobrar uma solução das autoridades responsáveis. Afinal, ler é fundamental para descobrir coisas novas, escrever melhor e desenvolver a imaginação e o raciocínio. E, qualquer dúvida, pergunte ao bibliotecário!

Serviço

A biblioteca da Câmara é aberta ao público, mas apenas quem tem algum vínculo empregatício com a Casa pode pegar os livros emprestados. É possível ter acesso à biblioteca de segunda a quinta-feira, das 9h às 19h, e sexta-feira, das 9h às 18h, no anexo II, pavimento superior. Para mais informações, ligue (61) 3216-5777.

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