8 de abril – Dia Mundial da Astronomia

O dia 8 de abril é considerado, no Brasil, o Dia Mundial da Astronomia. Há divergências quanto à data dessa celebração. Mas, ao contrário do que se pensa, a expressão “Dia Mundial” não significa “Dia Internacional” da Astronomia. A nomenclatura de “Dia Internacional” é reservada apenas para os dias oficializados pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Há, de fato, um Dia Internacional da Astronomia. Embora não oficializado pela União Internacional Astronômica (IAU) ou pela ONU, ele é celebrado em vários países. Esse dia está ligado às fases da Lua e é, portanto, uma data móvel.

Polêmicas à parte, qualquer ocasião é válida para falar do universo. Afinal, o céu sempre foi lugar de fascínio do homem e, durante muito tempo, era a única referência usada para regular a vida das pessoas.

Universo gigante

Durante muitos anos, os homens pensaram que estavam no centro do universo. Tudo girava à nossa volta. As estrelas eram brilhantes grudados num globo preso à Terra por linhas invisíveis, e o Sol, também uma estrela, seria nosso escravo fornecedor de luz e calor. Foi muito difícil para nós aceitar que a Terra é apenas mais um planeta girando em torno de uma estrela. Mas é a verdade.

Ainda hoje não é fácil acreditar que somos companheiros do Sol, morando numa galáxia com mais de cem bilhões de estrelas! E, ainda, que a Via Láctea, nossa galáxia, é apenas mais uma das dezenas de milhares que já são conhecidas.

É tudo tão, tão, tão grande que os cientistas criaram um padrão para medir as distâncias do sistema solar, assim como existe o metro, o quilômetro e o centímetro. Essa unidade é chamada de astronômica e equivale à distância média entre a Terra e o Sol. São aproximadamente 150.000.000 de quilômetros!

Colecionando estrelas

Pensando nessa imensidão e observando o céu aqui da Terra, temos algumas impressões erradas. Uma delas é de que as estrelas mudam de lugar. Além disso, também achamos que durante o dia elas desaparecem e só voltam a aparecer à noite. Engano duplo! As estrelas nunca somem. O que acontece é que, de dia, a luz do Sol ilumina o céu e impede que vejamos o brilho delas. Elas também estão sempre na mesma posição. O nosso planeta é que se move, provocando a sensação de que as estrelas estão se mexendo.

Enquanto a Terra gira em torno do Sol, movimento que dura aproximadamente 365 dias ou um ano, observamos uma parte diferente do céu. Há uns 10 mil anos, o homem já percebia que as estrelas do céu não eram as mesmas durante todo o ano. Por isso, resolveu reunir as estrelas em grupos, que nós chamamos de constelações. E foi desenhando mapas de estrelas que ele passou a associar o aparecimento de determinadas constelações às estações do ano. Observando o céu e identificando a estação que se aproximava, era possível decidir pelo melhor momento para plantar e colher os alimentos.

Depois de mapear os diferentes grupos de estrelas que observava ao longo do ano, o homem passou a imaginar figuras formadas por elas. De acordo com os desenhos que apareciam, as constelações recebiam um nome: a de Órion, por exemplo, da qual as famosas ‘Três Marias’ fazem parte, recebe esse nome porque aquele conjunto de estrelas tinha a forma de um caçador. Como na mitologia, Órion era o caçador, a constelação ficou conhecida assim.

Um detalhe importante é que, como as constelações foram nomeadas por povos do hemisfério norte, elas aparecem para nós, no hemisfério sul, de cabeça para baixo.

Estrelas e estações

Os índios brasileiros também estão por dentro dessa tecnologia. O início de cada estação do ano é determinado pelos tupis-guaranis considerando a posição de uma outra constelação, o Cruzeiro do Sul, que como o nome diz, tem o formato de uma cruz. Eles observaram que: no outono, a cruz fica deitada do lado esquerdo do Sul, isto é, para leste; no inverno, fica em pé apontando para o Sul; na primavera, ela se encontra deitada para o lado oeste; e no verão, de cabeça para baixo, abaixo da linha do horizonte, sendo visível somente após a meia-noite.

Com informações da Série Olhando para o Céu, do programa Alô Escola da TV Cultura, da Revista CHC Online e do Portal da EBC.

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