Joaquim José da Silva Xavier, o herói da liberdade

Céu azul e montanhas verdes ficam no fundo da imustração. No centro a imagem de Tiradentes e da bandeira de Minas Gerias. Tiradentes tem os cabelos castanhos que juntam com a sua barba grande, na altura dos ombros. Embaixo do seu bigode, um sorriso com os dentes à mostra. Veste roupa de mangas longas em tom de marrom e um cordão amarrado na cintura.

Em todos os cantos do mundo, as pessoas sempre lutaram para viver em liberdade. No nosso país, não foi diferente. Quando o Brasil era colônia (território) de Portugal, muitos brasileiros estavam insatisfeitos com a exploração e o domínio (autoridade) dos portugueses. Pronto: “juntou a fome com a vontade de comer”. Ou melhor, juntou a revolta por causa dos altos impostos com as novas ideias. Desse casamento nasceu o desejo de libertar o Brasil.

Um grupo de brasileiros, que já não aguentava mais as ordens de um rei que morava noutro país, começou a se reunir para organizar uma revolta para acabar de uma vez com essa história de Brasil Colônia.

Tiradentes

Assim sendo, em Ouro Preto, antiga Vila Rica, cidade situada em Minas Gerais, foi criado o tal grupo com as pessoas que queriam a libertação do Brasil. Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi um dos líderes deste sigiloso (secreto) movimento, que acabou revelado aos portugueses por um amigo da onça, chamado José Silvério do Reis. Como toda traição, não deu outra. Todos os componentes do movimento foram presos e Tiradentes enforcado.

Muitos anos depois, a injustiça contra Tiradentes foi reconhecida e ele passou a ser considerado Mártir da Independência do Brasil. Por isso, o dia de sua morte é feriado. Saiba mais sobre a história desse brasileiro que ousou e lutou por um Brasil livre.

Salve, salve, liberdade!

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, nasceu na cidade mineira de São João del Rey, em 1746, mas foi criado em Vila Rica (atual Ouro Preto), em Minas Gerais.

O apelido veio da profissão. Ele aprendeu tão bem a arrancar, moldar e colocar dentes que, em pouco tempo, todo mundo passou a chamá-lo de Tiradentes.

Quando criança, foi um menino muito curioso, que queria aprender tudo. Curioso e intrometido. Não havia lugar ou assunto em que não se metesse. Muito ativo, onde quer que estivesse, havia movimento e discussão. Sabia como ninguém agitar o seu pequeno mundo.

Ainda pequeno, era bom nas contas, nas cartas, no pelo de um cavalo arisco e até mesmo no conserto de uma goteira. Essas eram algumas das tarefas que Tiradentes fazia com desembaraço e boa vontade. Conta a história que ele sempre foi um bom menino.

Inconfidência Mineira

Quando Tiradentes se tornou adulto, continuou com seu espírito de liderança. Ao lado de companheiros idealistas como ele, planejou e provocou um movimento para tornar o Brasil independente de Portugal. Ele queria um País livre.

Naquela época, os impostos cobrados por Portugal eram muito altos, o que fazia com que os brasileiros se vissem impossibilitados de crescer, melhorar de vida, ter boas escolas, abrir e manter casas comerciais. Vendo que a população já não agüentava mais tanta exploração, Tiradentes e seus companheiros armaram a primeira tentativa de libertação, que mais tarde ficou conhecida como “Conjuração Mineira” ou “Inconfidência Mineira”.

Você sabia que entre os companheiros de Tiradentes, os chamados inconfidentes, estavam vários representantes da aristocracia mineira? Isso mesmo! Faziam parte do movimento intelectuais como José Álvares Maciel, Tomás Antônio Gonzaga, Alvarenga Peixoto e Cláudio Manuel da Costa; os padres Luís Vieira, Carlos Correa de Toledo e Melo e José da Silva Rolim; e o tenente-coronel dos Dragões Francisco de Paula Freire de Andrade, entre outros.

O Plano

Tiradentes, por ser um excelente comunicador, bom orador e muito organizado, tornou-se o líder da Inconfidência Mineira, que tinha o seguinte plano: no dia da “derrama” (cobrança dos impostos atrasados), ele e seus amigos sairiam pelas ruas da cidade para avisar o povo sobre o tal movimento de libertação. Depois, prenderiam o governador Visconde de Barbacena e proclamariam a República do Brasil. Já tinham até definido que a capital seria São João del Rey. Mas nada disso deu certo. Querem saber por quê? Foram traídos!

O traidor

Em busca de mais parceiros para libertar o Brasil da exploração de Portugal, Tiradentes viajou ao Rio de Janeiro. Chegando na cidade, convidou Joaquim Silvério para participar do movimento. O coronel, o homem mais individado da Colônia – devia ao rei de Portugal a valiosa quantia de 700 contos -, não pensou duas vezes. Aceitou o convite. Só que tinha segundas intenções: ter sua dívida perdoada. E assim foi feito. Ao participar do grupo de Tiradentes, soube de toda a estratégia (plano) para tornar o Brasil independente e denunciou o movimento ao governador Visconde de Barbacena. Todo o grupo foi preso. Depois de três anos na cadeia, nova sentença foi determinada por Portugal: seriam todos enforcados.

Dias depois, uma nova decisão. Ao todo, 34 pessoas foram presas e 11 foram condenadas à morte! Mas dessas 11, dez tiveram sua penas “trocadas” e, no lugar de serem enforcadas, foram apenas condenadas a viver na África, ou seja, a viver para sempre em outro país, sem nunca mais botar os pés no Brasil. Somente Tiradentes, o líder da Inconfidência Mineira, foi enforcado. Ele morreu no dia 21 de abril de 1792, no Rio de Janeiro. Antes de morrer na forca, o corajoso Joaquim da Silva Xavier disse: “Jurei morrer pela independência do Brasil, cumpro a minha palavra! Tenho fé em Deus e peço a Ele que separe o Brasil de Portugal”.

Mártir da Inconfidência

Mesmo depois da Independência do Brasil, em 1822, a bravura de Tiradentes não foi reconhecida. A luta de Tiradentes por um Brasil livre só foi reconhecida em 1867, época em que foi erguido em Ouro Preto um monumento em sua memória.

No período republicano, a data 21 de abril se tornou feriado nacional, e, pela Lei 4.867, de 9 de dezembro de 1965, Tiradentes foi proclamado Patrono Cívico da Nação Brasileira.

Assista ao vídeo da TV Câmara sobre Tiradentes.

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2 Comentário(s)

  • by Koti postado 17/04/2018 13:39

    Celso, pode até ser politicamente incorreto, mas um cidadão com a inteligência, genialidade, coragem, dedicação e pragmatismo e que fez o que fez de bom pelo Brasil, não pode é não deve ser tratado como um cidadão qualquer uma vez que não o é. O almirante Othon e um herói desse país como poucos. Não podemos tratar nossos heróis como pessoas comuns. Falo tudo isso de coração. Na hora de fazer críticas eu sou o primeiro da lista e até exagero com o intuito de chamar a atenção e provocar para o debate e muito além das minhas críticas muitas vezes de baixo nível. Não podemos e não devemos tratar uma mente brilhante como a só almirante Othon com uma mente descartável. Sem teorias ,pífias, da conspiração, À quem interessa vê lo preso? Ele que talvez é o nosso mais importante cientista nuclear desse país. Ele merece uma enorme estátua em sua homenagem, respeito pelo que fez e liberdade. Os erros dele podem ser considerados com outras sanções

  • by Brasileiro postado 04/09/2018 20:54

    Falso herói criado pelos republicanos que traíram o império e deram um golpe criando a maldita república

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