Exploração sexual: é preciso denunciar

Ilustração de um banheiro, com azulejos quadrados brancos. No centro, uma banheira branca cheia de água. Um menino de sunga azul está embaixo do chuveiro, de onde escorre bastante água. Ele olha com medo para uma sombra que se forma na cortina verde. A sombra parece ser de um homem.

Em 18 de maio é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. O assunto é sério e merece atenção especial!  De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, no Brasil, foram registrados 180 mil casos de abuso sexual infantil entre 2011 e 2017. O mais chocante é que aproximadamente 70% desses casos ocorrem na casa da vítima.

O tema é pauta na Câmara dos Deputados

Pensando na necessidade de se debater sobre o tema e estabelecer mecanismos de proteção à infância e adolescência, a Câmara dos Deputados lançou, em 27 de maio de 2015, a Frente Parlamentar Contra o Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

As frentes parlamentares têm, entre suas atribuições, a função de debater ideias que possam ser usadas na elaboração de projetos de lei. Essa Frente Parlamentar, além disso, apoia iniciativas legislativas que fortaleçam “a proteção física e psicológica das crianças e adolescentes, que tornem mais rigorosas as leis contra quem comete violência sexual infantil e que aprimorem a estrutura das instituições que atuam em defesa da infância”, segundo informou o coordenador da Frente, o deputado federal Roberto Alves (PRB-SP).

Uma preocupação atual é a reformulação do Disque 100, por conta da demora no atendimento e em falhas no tratamento e no encaminhamento das denúncias. A meta é responder 100% das ligações recebidas.

O papel da escola

A escola tem papel fundamental no combate ao abuso sexual infantil. Por estarem em contato direto com a criança, professores, secretários, pedagogos, diretores, entre outros profissionais, podem perceber mudanças no comportamento ou sinais no corpo que podem indicar abuso sexual. O educador pode, sim, falar sobre educação sexual com a criança, dentro dos limites éticos e para explicar o que o adulto pode e o que não pode fazer com ela, defende o deputado.

Fique de olho!

A violência sexual pode ocorrer de diferentes formas e em qualquer lugar, inclusive no ambiente familiar. O agressor pode ser alguém próximo do estudante, como um parente ou um vizinho.

Portanto, se você ou alguém que você conhece estiver passando por algum tipo de violência física, psicológica ou sexual, não deixe de denunciar o caso por meio do Disque 100.

Para o Educador

O Plenarinho tem um plano de aula especialmente criado para abordar esse tema delicado, mas muito importante.

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