Maria Leopoldina, a imperatriz do Brasil

É comum que as pessoas se refiram a D. Leopoldina apenas como a esposa de D. Pedro I. Mas ela foi bem mais que isso – seu papel no processo de independência do Brasil foi fundamental!

Nascida na Áustria, uma das cortes mais chiques e desenvolvidas da Europa, era filha do imperador Francisco I da Áustria e de Maria Isabel de Bourbon. Seu nome completo era Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena. Culta, alegre e espontânea, ela cresceu apaixonada por artes e ciências.

E como foi que ela entrou na história do Brasil? Para fazer uma aliança entre os reinos de Portugal e Áustria, dona Leopoldina foi prometida em casamento a D. Pedro I. Eles se casaram por procuração em 1817, ela na Áustria, ele no nosso país.

Foi naquele ano de 1817 que a princesa deixou a Europa e embarcou numa viagem de 5 meses pelo Oceano Atlântico, para chegar ao Rio de Janeiro. O grande interesse de Leopoldina pela ciência fez com que ela decidisse que uma comitiva de notáveis cientistas, dentre eles botânicos, mineralogistas e zoólogos, a acompanharia na viagem. Ela se apaixonou de cara pelas paisagens tropicais do Brasil e tentou se adaptar aos costumes da nova terra – até passou a assinar Maria, antes de Leopoldina, para tornar seu nome mais parecido com a das princesas de origem portuguesa.

A participação de Dona Leopoldina na independência do Brasil

Em 1821, com a volta de D. João VI a Portugal, D. Pedro I virou príncipe regente. Começou o movimento separatista de Brasil e Portugal, apesar de algumas províncias permanecerem contrárias à ideia de independência do Brasil e ameaçarem entrar em guerra contra o Príncipe. Dom Pedro então viajou, em 1822, para São Paulo, em busca de apoio.

Com isso, Dona Leopoldina assumiu a regência no lugar do marido. Ela e o ministro e conselheiro José Bonifácio realizaram a reunião do Conselho de Estado que, em 2 de setembro de 1822, deliberou pela Independência do Brasil, 5 dias antes da independência oficial, que é comemorada no 7 de setembro.

Mais à frente, em 1825, sua influência junto ao pai, o imperador Francisco I, fez com que o poderoso chanceler da Áustria, o príncipe de Metternich, se curvasse e aceitasse a independência brasileira. Esse reconhecimento terminou por forçar o próprio reino de Portugal a concordar com a nossa emancipação política.

Muito amada pelo povo, Dona Leopoldina teve sete filhos com D. Pedro. Ela faleceu após um aborto espontâneo em 18 de dezembro de 1826. Sua morte provocou o primeiro luto nacional brasileiro.

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2 Comentário(s)

  • by Ângela bianco postado 12/09/2019 18:46

    essas informações existem em forma de revista.?
    gostaria de trabalhar com meus alunos

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