O que é publicidade infantil

Perto de datas comerciais importantes, como o Natal ou o Dia da Criança, a meninada é bombardeada por estímulos ao consumismo – em especial, pela publicidade infantil. Mas o que exatamente é isso? Vem com a gente saber!

O que é publicidade?

Publicidade é uma ferramenta de comunicação usada principalmente para convencer pessoas a consumir um determinado produto, marca ou serviço. Também existe publicidade sem fins comerciais – é aquela que divulga informações de interesse público, como as campanhas de vacinação ou de incentivo ao respeito às regras de trânsito, por exemplo. Mas não é dela que vamos tratar aqui.

Nosso objetivo é falar da publicidade infantil e da importância de se estar atento a ela!

Então, o que é publicidade infantil?

É a comunicação voltada especialmente à criança, com o objetivo de divulgar e estimular o consumo de algum produto, marca ou serviço.

Quais as características da publicidade infantil?

  • A comunicação se dirige diretamente à criança (“- Oi, amiguinho!”, “Peça para o papai ou para a mamãe!”);
  • Uso de elementos do universo infantil, como visual bem colorido, efeitos especiais, música animada, personagens de desenhos e jogos, celebridades mirins, animações e bonecos;
  • Oferta de brinquedinhos colecionáveis associada à compra de produtos;
  • Realização de promoções com competições ou jogos infantis.

Onde está a publicidade infantil?

Está no comercial de TV, no anúncio que vem no gibi, no cartaz que anuncia a promoção “compre um lanche e ganhe um brinquedinho”. Mas também aparece em locais menos óbvios – no meio do joguinho de celular, no álbum de figurinhas que é distribuído ‘gratuitamente’ na escola, no vídeo da youtuber mirim que mostra os seus “recebidinhos” (isto é, os produtos que ela ganhou de empresas), nos vídeos de unboxing, em que crianças ou adultos demonstram como é um determinado brinquedo desde a retirada da embalagem. Hoje em dia, há até advergamesgames criados para crianças como parte de uma ação de vendas.

Por que a publicidade infantil é nociva?

  • Porque busca influenciar indivíduos que estão em formação e ainda não têm plena capacidade de analisar de forma crítica as mensagens que recebem (e de decidir recusá-las ou não);
  • Porque incentiva o consumismo, isto é, o desejo constante por cada vez mais produtos ou serviços que, muitas vezes, não têm utilidade nem são tão legais;
  • Porque ensina valores deturpados – ter ou aparentar se tornam mais importantes do que ser;
  • Porque os responsáveis podem facilmente ignorar a oferta de uma loja, mas têm dificuldade de recusar os pedidos insistentes de uma criança.

Então não pode ter publicidade de produtos infantis?

Pode, sim! Mas ela deve ser direcionada ao adulto, que tem discernimento suficiente para tomar a decisão de consumir ou não.

Peraí – publicidade infantil é a mesma coisa que publicidade de produtos infantis?

Não. Publicidade infantil é direcionada à criança, independentemente do produto anunciado. Por exemplo, um comercial que incentiva a criança a pedir que os pais comprem o carro X ou o seguro de vida Y é publicidade infantil. Por outro lado, o comercial de mercadorias como fraldas ou fórmulas lácteas, quando direcionado aos responsáveis, é publicidade de produto infantil.

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Formar consumidores mais críticos e conscientes passa por ensiná-los a identificar a publicidade infantil e a entender as intenções por trás dela.

Professor@, depois de apresentar à turma os conceitos contidos nesta matéria, peça que os estudantes pesquisem exemplos do que consideram publicidade infantil.

Peça que apresentem-nos aos colegas, dizendo onde os encontraram.

Questione-os: o que está sendo oferecido neste anúncio? Quais recursos (imagem, som, personagens, celebridades) foram usados para conquistar as crianças? Quais sentimentos essa comunicação quer despertar?

Converse com eles sobre os mitos relacionados à publicidade infantil:

  • A programação infantil dos canais de TV aberta acabou porque a publicidade voltada a esse público foi proibida – isto não é verdade. O que aconteceu foi uma mudança de modelo de negócios por parte das emissoras de TV. O público impactado pela publicidade durante a programação infantil era muito restrito – crianças e cuidadores. Seria mais lucrativo direcionar a programação a um público adulto mais diversificado – assim, os intervalos comerciais atrairiam um número muito maior de anunciantes. E foi o que aconteceu.
  • Crianças expostas à publicidade infantil tornam-se consumidoras mais conscientes – outra mentira. A publicidade voltada a crianças não é feita para ensiná-las a questionar a mensagem que estão recebendo ou o produto que está sendo oferecido. O objetivo é despertar o desejo de consumir.
  • Não precisa proibir a publicidade se a criança tiver responsáveis alertas – isso é extremamente injusto com os responsáveis. Seria preciso estar 24 horas por dia ao lado da criança, avaliando toda mensagem que chega até ela, para evitar que ela tivesse contato com uma publicidade que a espera na escola, na lanchonete, no game, no intervalo do desenho animado.

Já ouviram falar de algum desses mitos? Conhecem outros?

Para conferir a legislação brasileira que trata da publicidade infantil, consulte nosso post Conversando sobre consumismo com crianças.

Com informações do Programa Criança e Consumo

Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura "plenarinho.leg.br - Câmara dos Deputados" e não seja para fins político-partidários

2 Comentário(s)

  • by Luana Cardoso de Almeida postado 14/03/2021 15:09

    Boa tarde!! Queria utilizar a imagem no meu TCC, como referencio? Obrigada

    • by Turma do Plenarinho postado 15/03/2021 10:49

      Oi, Luana! Você se refere à legenda da imagem? Pode nos citar como “Plenarinho – Câmara dos Deputados, 2020”. Abraços da Turma!

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