Muito prazer, Mercosul!

Nós fazemos parte do Mercado Comum do Sul (Mercosul), bloco criado em março de 1991, com o objetivo de promover uma integração econômica entre o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai. Em 2012, foi a vez da Venezuela aderir ao bloco. Os países se uniram para fortalecer o comércio entre si; criando, assim, uma situação econômica mais favorável para a venda de seus produtos.

O mesmo que aconteceu com a Europa. Quando os países europeus criaram o Mercado Comum Europeu, eles estavam criando um mercado muito grande para seus produtos. Portugal poderia vender para a Dinamarca sem a cobrança de impostos, e a França poderia mandar seus produtos para a Alemanha da mesma forma. Esses são só alguns exemplos do que é um bloco econômico. Os países exportam os seus produtos para outros países do bloco como se estivessem vendendo dentro de seu próprio mercado. Sem taxas, impostos ou tarifas. Desta forma, todos ficam mais fortes e saem ganhando com essa união.

Como tudo começou

O Mercosul nasceu de uma união inicial entre Brasil e Argentina; e depois cresceu, com a entrada do Paraguai e do Uruguai e, por fim, da Venezuela. O objetivo foi o mesmo: criar um mercado maior para favorecer a venda dos produtos entre esses países.

Sabia que cerca de 90% das mercadorias fabricadas nos quatro países-membros do Mercosul podem ser comercializadas sem o pagamento de taxas ou de tarifas de importação? A entrada de pessoas, bens e serviços (tudo o que tem utilidade e valor em dinheiro) também é permitida nos países do bloco. Alguns setores, porém, cobram taxas ou tarifas temporárias, que são reduzidas pouco a pouco.

Como funcionam os blocos econômicos

Os blocos econômicos se caracterizam como zonas de livre comércio. Nessas zonas, os países-membros estabelecem a redução ou a eliminação de impostos e taxas nas relações comerciais de compra e venda entre si. O que não acontece nas compras e vendas de mercadorias com outros países não integrantes do bloco econômico. Esse acordo, além de facilitar a economia interna dos países, também regulamenta o comércio entre países-membros com nações de fora do bloco.

Outros blocos

Existem no mundo várias associações de países que criaram formas para obter vantagens econômicas. Ou seja: regras que valem para beneficiar os que fazem parte desses grupos. Essas associações são conhecidas no mundo da economia de blocos econômicos. O primeiro deles surgiu na Europa em 1957, com a criação da Comunidade Econômica Européia (CEE), atual União Européia (UE).

Mas a ideia de ter esse tipo de associação só se fortaleceu mesmo nos anos 90, com o fim da Guerra Fria. Na América, os principais blocos econômicos são: o Nafta (Acordo de Livre Comércio da América do Norte), o Mercosul, o Pacto Andino e o Caricom. Na Europa, existem a União Européia (EU) e a Comunidade dos Estados Independentes (CEI); na África, há o SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral); na Ásia, o ASEAN (Associação de Nações do Sudeste Asiático). Também tem o bloco transcontinental Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), que reúne países da América e da Ásia; e, abrangendo toda a América, a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).

Vantagens do Mercosul

Em 1995, criou-se a zona de livre comércio – um mercado consumidor formado por mais de 280 milhões de pessoas, com uma área total de 12,8 milhões de km². O Mercosul tem sede administrativa em Montevidéu (capital do Uruguai) e um PIB de US$ 2,79 trilhões! O PIB, sigla de Produto Interno Bruto, representa a soma (em dinheiro) de toda a produção econômica de um país durante um determinado período.

Outra coisa superimportante: as duas maiores bacias hidrográficas do mundo – a do rio Prata e a do rio Amazonas – estão na área do Mercosul. E elas podem se tornar dois grandes trunfos (vantagens) nas negociações com outros blocos econômicos. Isso porque, como você já está careca de saber, água é vida, uma preciosidade sem preço. E não podemos nos esquecer da Amazônia, considerada o “pulmão do mundo”. Como você vê, nem só de produtos podem ser formados os grandes grupos econômicos. No caso do Mercosul, a natureza pode falar mais alto nas futuras negociações!

 

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