Disque 100, o número da cidadania

Desenho. Dentro de uma sala com azulejos amarelos nas paredes, está uma menina. De cabelos pretos lisos longos que passam dos ombros e brincos de pérolas brancas. A menina está com as sobrancelhas levantadas, os olhos verdes arregalados e a boca aberta, em expressão de espanto. A menina fala em um celular prateado e veste camiseta vermelha e calça branca.

Se você sofre algum tipo de agressão, ou conhece alguém que sofre um abuso, o que você faz?


1) Fica quieto e sofre sozinho;
2) Briga e esperneia com o agressor;
3) Denuncia e aguarda que as entidades defensoras dos seus direitos tomem as providências.

Olha, plenamigo, a melhor solução é, sem dúvida, a de número 3, a denúncia. Afinal, você não pode sofrer sozinho e calado a agressão, porque assim ela vai se repetir sempre. E as crianças são muito pequenas para brigarem de igual para igual com adultos, não é mesmo? Eles são muito mais fortes, e quem acaba sofrendo é você.
Com um simples telefonema – que pode ser anônimo, se você preferir – você pode começar a resolver o seu problema. O número DISQUE 100 (da Secretaria de Direitos Humanos) recebe denúncias de abusos contra os direitos humanos de grupos mais vulneráveis, como crianças e adolescentes, idosos, população LGBT, pessoas com deficiência e moradores de rua, por exemplo.

disque_100
Desde 2011, a capacidade de atendimento do Módulo Criança e Adolescente foi ampliada e o atendimento passou a ser realizado 24h por dia, todos os dias da semana, inclusive domingos e feriados. Por isso, o número de denúncias só cresce: em 2012 o Disque 100 já registrou mais de 42.000 denúncias, o que dá uma média de 350 por dia. Comparado com o ano anterior, houve um aumento de 71% nas denúncias. Em 2015 foram registradas 80.437 denúncias de violações de direitos humanos contra crianças e adolescentes, um aumento de 58% em relação a 2014.
Pedro Costa Ferreira, que foi Coordenador Geral do Disque Denúncia da Secretaria de Direitos Humanos, explicou que o serviço funciona desde 1997, quando tinha um número muito comprido e difícil de decorar. Em 2006, o Disque-Denúncia Nacional de Abuso e Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes passou a utilizar o número 100, que desde 2010 recebe também denúncias feitas pelos grupos mais vulneráveis.

Encaminhamentos
Pedro Costa Ferreira explicou como é feito o encaminhamento das denúncias: “Elas são encaminhadas para os serviços que têm a responsabilidade de apurar se o que as pessoas disseram na ligação realmente está acontecendo. Caso se verifique que a denúncia é verdadeira, as providências são tomadas para proteger e atender quem sofreu a violência e punir quem praticou”.
E ele frisou que as denúncias anônimas permanecem anônimas e são encaminhadas normalmente. “Para nós, mais importante do que saber quem denuncia é saber onde encontramos a vítima para poder ajudá-la”, destaca o coordenador do Disque 100.

Treinamento dos atendentes
Imagina atender todo dia denúncias das mais absurdas atrocidades cometidas contra crianças, adolescentes, ou pessoas com deficiência? A pessoa tem que ter muito preparo, não só para encaminhar corretamente a denúncia, mas também para confortar a pessoa do outro lado da linha.
Para atender bem a população, os atendentes passam por um treinamento de três semanas, onde recebem informações sobre direitos humanos, técnicas de condução da ligação, funcionamento dos serviços de proteção e defesa de direitos humanos, atendimento humanizado e uma série de outras informações essenciais para o atendimento em um serviço tão importante para a população brasileira.
Um atendente do Disque 100, que preferiu não ser identificado, disse que fica feliz em realizar um trabalho tão importante e essencial para todos.

Denuncie, denuncie, denuncie
Pedro Costa Ferreira falou que denunciar é o melhor remédio contra as agressões:
“Nós sabemos como é difícil falar sobre a violência… Às vezes o sentimento é de vergonha, de culpa, muitas vezes de revolta. Mas, para que isso não aconteça mais, é preciso conversar com a família e dizer o que está acontecendo. Se você não se sentir seguro em conversar com amigos ou familiares, não tem problema, ligue 100 e converse com um de nossos atendentes, pois eles estão preparados para te ouvir, entender o que está acontecendo e pedir ajuda aos serviços de proteção da sua cidade. Não precisa se preocupar, nós não vamos dizer que foi você que ligou. Lembre-se sempre: você não tem culpa da violência que sofre, e toda criança e todo o adolescente tem direito de viver uma vida feliz e sem violência!”

Dia 4 de junho é o Dia Internacional das Crianças Vítimas de Agressão.

Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura "plenarinho.leg.br - Câmara dos Deputados" e não seja para fins político-partidários

2 Comentário(s)

  • by Lourdes Geralda Viegas Hosken postado 19/01/2019 15:46

    Excelente! Com ter acesso a esse material impresso?

    • by Turma do Plenarinho postado 21/01/2019 17:08

      Oi, Lourdes,

      Não entendemos ao certo a qual material você se refere. Se for o conteúdo desta página, ele está disponível somente aqui, no Portal. Mas a reprodução é autorizada desde que contenha a assinatura “plenarinho.leg.br – Câmara dos Deputados” e que não seja para fins político-partidários.

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      Abraço da Turma.

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