Maria Firmina dos Reis

Maria Firmina dos Reis é considerada a primeira romancista brasileira. Menina, negra e bastarda, nasceu em 11 de março de 1822, na Ilha de São Luís, no Maranhão. Foi registrada como filha de João Pedro Esteves e Leonor Felipe dos Reis.

Ainda criança, em 1930, mudou-se para a casa de uma tia que tinha melhores condições financeiras e vivia na Vila de São José de Guimarães. Lá, teve contato inicial com a literatura e, segundo a própria escritora, recebeu ajuda do tio Francisco Sotero dos Reis, que era escritor, e a quem afirmava dever sua cultura. Aos poucos, à medida que conhecia outros autores, apaixonava-se pela escrita.

Pionerismo

Firmina foi a primeira mulher a ser aprovada em um concurso público no Maranhão. Ocupou o cargo de professora de primário, em 1847, e conseguia se sustentar sozinha, o que era incomum e mal visto para uma mulher daquela época.

Como professora, alcançou grande respeito. Em 1859, lançou seu primeiro livro, o romance Úrsula (1859). Foi a primeira obra brasileira a se posicionar contra a escravidão. Maria Firmina fez deste romance uma ferramenta de crítica e, por meio de seus personagens, deu voz ao negro para que ele contasse sua própria história. Nesta obra, colocou os escravos em igualdade com os brancos e discutiu questões políticas e sociais. O romance provocou e provoca importantes reflexões sobre o lugar da mulher e do negro na sociedade da época.

A livraria da Câmara dos Deputados publicou o romance Úrsula que pode ser comprado ou baixado a partir do endereço https://livraria.camara.leg.br/ursula-e-outras-obras.html.

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