O que aconteceu com o Zezinho

Ilustração. Em uma sala de aula, a professora está de costas para os alunos. Zé Plenarinho e Adão estão sentados nas cadeiras da frente e parecem incomodados. Dois alunos sentados no fundo da sala jogam bolas de papel nos colegas da frente.

Confira os finais desta história que foi escrita por Luciano Villalba. Ele mora em Brasília, é escritor amador, jornalista e já fez parte da equipe do Plenarinho. Ele viu essa história acontecer de verdade e sabe muito bem como ela terminou.

O que aconteceu com o Zezinho

Era uma vez um menino que se chamava Zezinho e gostava muito de jogar bola. Um dia ele foi convidado para jogar em um time bem forte. No primeiro campeonato, Zezinho se destacou e virou capitão da equipe mirim. No outro ano, o time treinou completo desde o início do ano e foi campeão infantil da cidade.

Depois de ganhar o título infantil, a equipe resolveu convidar jogadores vice-campeões para formar um time ainda mais forte. O campeonato começou. Mas o time não conseguia repetir o mesmo desempenho do ano anterior. O maior craque, Zezinho, não estava jogando bem e estava bem mais caladão. Havia algum problema.

Após uma conversa com o menino, o supervisor soube que as coisas não estavam bem. O menino revelou que se sentia humilhado pelos novos colegas que o zoavam por causa das espinhas no rosto, pelo tamanho, o chamavam de feio e falavam mal dele o tempo todo… Era o bullying começando…

Finais 

… a afetar o Zezinho, e cada vez mais ele ficava mais triste, sem ânimo, e até que decidiu sair da equipe. Com o passar do tempo, ele não queria mais ficar saindo de casa, acabou ficando muito doente, e apesar de tudo não contava aos familiares o que estava acontecendo. Um dia descobriram e a partir daí os familiares começaram a tomar providências. Depois de um certo tempo, Zezinho voltou a jogar e, graças às providências tomadas pelos familiares e todos ao seu redor, Zezinho voltou a ser um menino feliz e um bom jogador!

Autor: Igor Bruno Borges da Silva
Cidade: Itaquitinga – PE
Depois de muita conversa com o supervisor, Zezinho percebeu que era normal ter espinhas naquela fase da vida, pois ele estava na adolescência, e que todo adolescente cedo ou mais tarde terá espinhas… Consciente disso, Zezinho explicou isso para os seus colegas. Os colegas entenderam e não zombaram mais de Zezinho, pois sabiam que isso também poderia acontecer com eles. A lição que Zezinho deixou para os seus colegas foi: Não faça com os outros aquilo que você não quer que façam com vocês.

Autora: Luciene Alves
Cidade: Jitaúna – BA
Todos zoavam ele, chamavam de derrotado. Só que ele foi mais forte e não ligou mais para que os outros falavam. Até que um dia teve um novo jogo, ninguém queria colocar Zezinho no jogo, mas um coleguinha seu acaba se acidentando e Zezinho vai jogar. Acaba vencendo e todos voltam a admirar ele de novo.

Autora:  Andreza Kaline
Cidade: Natal – RN

Então Zezinho falou para o seu treinador que não estava mais aguentando isso, ai seu treinador foi conversar com o time sobre o bullying que estavam cometendo e o quanto estavam prejudicando seu colega e o time com essa brincadeira sem graça.  Depois do desabafo, Zezinho voltou para o jogo e arrasou. Fez 5 gols no primeiro tempo. No segundo tempo, um menino do outro time ficou xingando ele, então Zezinho chutou a bola para o gol e a bola bateu na trave que bateu na cara do menino que estava xingando ele. Acabou o jogo e o time comemorou muito e todos se desculparam com Zezinho.

Autor:  Mateus Silva
Cidade: Morungaba – SP

Até que um dia todos os seus amigos foram lhe perguntar o que estava acontecendo. Zezinho não queria falar com ninguém, por esse motivo, resolveu esconder de todos os que havia lhe acontecido. Todos os dias que Zezinho ia ao colégio,os seus amigos lhe perguntavam:
– Zezinho,o que está acontecendo? Você não está bem no futebol, na escola…
Então, Zezinho, respondeu:
-Nada, estou achando que eu não deveria ter entrado no time de futebol.
Seus amigo não tinham ideia do que estava ocorrendo.
No dia seguinte, Zezinho faltou ao colégio. Seus amigos e sua professora Helena ficaram preocupados, porque Zezinho nunca faltava.
No dia seguinte a professora Helena chamou Zezinho para ter uma conversa em particular. A professora Helena levou-o para fora da sala. Estava um silêncio do lado de fora. Então, a professora Helena, preocupada e aflita, resolveu perguntar:
-Zezinho, conte-me a verdade, por favor. O que está acontecendo? Seu rendimento não está mais a mesma coisa no colégio e nem no futebol.
Zezinho parecia aflito, mas realmente ele estava. Ele resolveu contar tudo à professora. Ela ficou surpreendida.
Sua professora lhe falou para que não se preocupasse e que tudo daria certo.
Assim que a professora Helena chegou em sala, teve uma conversa séria com a turma.
A professora Helena havia perguntou:
-Quem está sofrendo bullying?
Apenas duas pessoas levantaram a mão.
Professora Helena resolveu perguntar:
-Quantos alunos têm medo de contar sobre o bullying?
Dessa vez, o número de mãos levantadas foi altíssimo.
Helena, então, resolveu falar para seus alunos:
-O bullying não é uma coisa legal para se praticar.
Carlos, resolveu perguntar para a professora o que é o bullying.
A professora Helena respondeu-lhe:
-Carlos, bullying é nome dado para descrever atos de violência física ou psicológica, você me entende?
Carlos respondeu-lhe.
– Sim, professora Helena.
Helena resolveu perguntar:
-Turma, se eu falar que ele, o Carlos, é besta, bobão e chato, eu estou praticando o bullying?
Sua turma respodeu:
-Sim, pois você o chamou de feio, bobão e chato e isso é um ato de violência.
Helena respondeu:
-Parabéns! Vocês entenderam o conceito de bullying.
Eu, Helena, soube que está havendo bullying nessa sala. Eu gostaria que quem praticou pedisse desculpa.
Sua turma ficou impressionada. Como ela soube disso?
Mas sua turma era uma das melhores e mais comportadas daquela escola.
Cada aluno daquela sala pediu desculpas. Zezinho, Camilla, Gustavo, Carlos e Elisa haviam ficado felizes naquele momento, pois sabiam que isso nunca mais aconteceria.
Hoje em dia, Zezinho virou advogado e foi até algumas escolas para fazer campanhas contra o bullying. Todos aprenderam que aquilo não era legal. Depois daquele dia em que Zezinho aprendeu sobre o bullying, não deixou mais que crianças sofressem com ele.

Diga não ao bullying! Todos somos iguais!

 

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