Pobreza afeta 62,5% de jovens brasileiros

crianças pobres, casa de madeira

Mais da metade dos jovens brasileiros sofre com a pobreza. Essa é uma das conclusões do estudo “Pobreza na Infância e na Adolescência”, coordenado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e divulgado em agosto de 2018.

A pesquisa analisou 32 milhões de meninos e meninas e concluiu que 62,5% das crianças e adolescentes brasileiros vivem em situação precária de alguma forma. O prejuízo à infância causado pela pobreza não se limita à falta de dinheiro. Faltam direitos básicos, como educação, informação, proteção contra o trabalho infantil, moradia, água e saneamento.

Inclusive, o saneamento, que é o abastecimento de água e esgoto nas residências, é o maior problema da população infantojuvenil no Brasil. Em seguida, vem a falta de acesso à educação, à informação, à moradia.

Trabalho infantil

O trabalho infantil também é uma triste realidade que afeta 2,5 milhões de crianças e adolescentes de alguma forma. 400 mil crianças de 5 a 9 anos trabalham. Entre 10 e 13 anos, 7,6% dessas crianças e adolescentes também sofrem com o trabalho infantil. A partir dos 14 anos, quando é permitido o trabalho como aprendiz, 1,2 milhão desses adolescentes trabalha mais do que as 20 horas semanais permitidas por lei.

Atualização (em janeiro de 2026)

Em 2025, foi lançada a quarta edição do estudo Pobreza Multidimensional na Infância e Adolescência no Brasil, referente ao período entre 2017 e 2023.

Segundo a pesquisa, o Brasil reduziu o número de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos vivendo na pobreza, em suas múltiplas dimensões. Em 2017, eram 34,3 milhões (62,5%) e, em 2023, o número caiu para 28,8 milhões (55,9%).

O estudo traz outras conclusões importantes: no período analisado (2017-2023), o percentual de crianças e adolescentes de 0 a 17 anos privados de renda caiu de 25,4% em 2017 para 19,1% em 2023. O percentual de crianças sem acesso à informação caiu de 17,5% para 3,5%. Na dimensão água, a queda foi de 6,8% para 5,4%. Na dimensão de saneamento, o percentual caiu de 42,3% para 38%. Eram 13,2% crianças e adolescentes sem acesso adequado a moradia em 2017, caindo para 11,2% em 2023. Com relação ao percentual de crianças e adolescentes em trabalho infantil, houve estabilidade, de 3,5% para 3,4%.

Na dimensão educação, os dados oscilaram ao longo dos anos, com avanços e retrocessos, muitos deles ocorridos no período de pandemia. Em 2017, 8,5% estavam privados de educação, o dado caiu para 7,1% em 2019, subiu para 8,8% em 2021 e caiu para 7,7% em 2023.

O estudo mostra, ainda, que houve melhora na dimensão segurança alimentar. Em 2018, 50,5% das crianças estavam em situação de insegurança alimentar. Em 2023, foram 36,9%.

Na avaliação de Liliana Chopitea, chefe de Políticas Sociais do UNICEF no Brasil, a redução da pobreza multidimensional foi influenciada principalmente pelo aumento da renda – beneficiado em especial pela ampliação do Bolsa Família –, e pela melhoria no acesso à informação.

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2 Comentário(s)

  • by Liz postado 22/01/2026 08:56

    Há dados atualizados pós 2018?

    • by Turma do Plenarinho postado 26/01/2026 09:01

      Este post é antigo mesmo, Liz, mas vamos providenciar uma atualização de números! Consulte-o mais tarde! Abraços da Turma!

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