Brincar é essencial para o desenvolvimento das crianças. É inclusive um direito de aprendizagem previsto na Base Nacional Comum Curricular. Segundo a BNCC, as brincadeiras devem estar presentes cotidianamente na vida dos pequenos de diversas maneiras, em diferentes espaços, de forma a diversificar e ampliar conhecimentos, imaginação, criatividade e experiências emocionais, sensoriais, cognitivas e sociais. E isso não é diferente para crianças com deficiência. Brincar pode ser o caminho para exercitar a empatia e o respeito à individualidade e para o fortalecimento da autonomia e da autoestima.
Pensando nisso, sugerimos algumas atividades bem legais que incentivam a interação entre todos os participantes e ainda contribuem para o importante exercício de se colocar no lugar do outro.
Soletrando em Libras
A proposta é interagir sem usar a fala e aproveitar para aprender o alfabeto em Libras, a Língua Brasileira de Sinais. Primeiro, vamos aprender o alfabeto (alfabeto em libras, desenho nosso). Depois, usando a língua de sinais, o jogador deve soletrar o nome de algum objeto que está no ambiente.

Quem descobrir o objeto, deve buscá-lo. Quem conseguir primeiro, ganha um ponto. A pessoa que conseguir 3 pontos primeiro ganha a rodada e é a próxima a soletrar.

Vôlei sentado
É um esporte paralímpico, sabia? Atletas com algum tipo de deficiência ligada à locomoção podem jogar. Em uma quadra um pouco menor que a da versão olímpica e com rede mais baixa, seis jogadores ou jogadoras de cada lado da rede disputam a partida sem se levantar do chão. Vence o time que ganhar 3 sets, cada um de 25 pontos.
Mas, na versão brincadeira, não há número mínimo, nem máximo de pessoas em cada time. Basta separar as equipes, decidir de quantos pontos será a partida e jogar! Só não vale ficar de pé!
Pega-pega sensorial
Nesta brincadeira, todo mundo deve estar com uma venda nos olhos. A pessoa escolhida para ser a “pegadora” também estará vendada e deverá usar os sons emitidos pelas outras crianças para encontrá-las. As próprias crianças podem decidir os sons usados, como palmas, sons com a boca, apito, brinquedo de apertar, entre outros. Mas a atividade deve ser supervisionada por um adulto e em lugar seguro, sem quinas pontiagudas e sem risco de tropeções e quedas.
Telefone sem fio diferente
A ideia é a mesma da brincadeira original, mas usando leitura labial. As crianças fazem fila e a escolhida fala uma frase bem simples de frente para a primeira da fila, articulando bem as palavras, mas sem emitir nenhum som. Isso se repete até a última pessoa da fila, que deve dizer ou escrever para as demais a frase que entendeu e todos comparam com o que foi dito por quem começou o telefone sem fio!
Adivinhe o desenho
Sabe aquele joguinho entre times em que uma pessoa desenha e outras do grupo precisam adivinhar o que é? A proposta aqui é quase igual, só que o desenho precisa ser feito com a boca ou com o pé, da melhor maneira possível para que a equipe acerte! As ideias para as ilustrações podem vir da versão convencional do jogo de adivinhação, podem ser livres – quem desenha escolhe – ou até previamente selecionadas por alguém.
Caixa tátil
Essa brincadeira tem o objetivo de estimular a imaginação e os sentidos da meninada. É muito simples! Basta colocar em uma caixa grande de papelão vários objetos de diferentes tamanhos, texturas e sons, e deixar um espaço na tampa apenas para que caibam as mãos da criança. Para os pequenininhos, a atividade pode ser uma forma de trabalhar as diferentes sensações e sons. Para os mais velhos, a graça pode ser descobrir quem acerta o maior número de objetos da caixa só pelo toque e pelo som!
Esses são apenas exemplos, mas a verdade é que, adaptando algumas regras ou acessórios e incentivando a colaboração entre as crianças, qualquer brincadeira pode ser inclusiva e divertida!
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5 Comentário(s)
Muito bacana!
Que bom que você gostou! Abraços da Turma!
Vou trabalhar Semana da Educação Especial.
Adorei as atividades.
Parabéns
Ah, que ótimo, Eliane! Adoramos saber! Abraços da Turma!
Ameii
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