Arte no Congresso Nacional

Ilustração. No centro da imagem, Xereta, Adão e Edu Coruja olham para um painel em tons de bege que fica no Salão Verde da Câmara dos Deputados. O piso do salão é verde e, ao fundo, vê-se um quadro em tons de azul e branco, que ocupa toda a parede.

A capital do País, Brasília, é um monumento arquitetônico, obra de arte que encanta e deslumbra os turistas e moradores. O Congresso Nacional é um exemplo dessa grandeza.  Além de ser o lugar onde se fazem e se discutem as leis, o Congresso é também a realização de uma ideia admirável, imaginada por Oscar Niemeyer, que surpreende pelo valor artístico.

Pelos salões, gabinetes e corredores do Congresso, distribuem-se telas e desenhos, gravuras, esculturas, vitrais e painéis, móveis, jardins e objetos assinados por alguns dos mais famosos artistas brasileiros e estrangeiros, como Athos Bulcão, Alfredo Ceschiatti, Marianne Peretti e Burle Marx. E essas obras pertencem ao povo brasileiro!

Incentivo à arte no Congresso

O Congresso é lugar de incentivo à arte. Por aqui sempre rolam muitas exposições e apresentações artísticas. A Câmara tem inclusive um Espaço Cultural, responsável por organizar e divulgar exposições artísticas muito interessantes ao longo do ano, todas abertas à visitação pública e com entrada franca.

Assim como a política, a arte permite que cada povo expresse a sua visão de mundo e a sua riqueza cultural. Exposições no Congresso ajudam (e muito) a conhecer ainda mais manifestações de nossa gente e da nossa cultura.

Entrevista com Athos Bulcão

A nossa repórter Xereta conseguiu uma entrevista exclusiva com o famoso artista carioca Athos Bulcão (1918-2008). Para ele, vários artistas influenciaram seu estilo, como os estrangeiros Pablo Picasso, Paul Klee, Morandi, Delacroix, Braque e Cézanne, e os brasileiros Segall, Guinnard, Di Cavalcanti e Portinari (de quem foi discípulo).

Muitas de suas obras de arte encantam a arquitetura de Brasília, como a parte de fora do Teatro Nacional, o mural do Plenário da Câmara dos Deputados, o Memorial JK, o Auditório do Hospital Sarah e vários outros monumentos.

Nosso entrevistado conta que cresceu indo ao Teatro Municipal para concertos, óperas, balés e outros eventos culturais; mas na infância não era incentivado para as artes. “Meu pai queria que eu estudasse Medicina e cursei até o 3º ano do curso”, declara. “Teria sido um péssimo médico!”

Segundo Athos Bulcão, a arte é sempre importante; por meio dela é possível contar a história de um país, sensibilizar, educar, despertar talentos e reunir pessoas. E o famoso artista tem um recado para as crianças do Plenarinho: “Que sejam honestas, respeitem o meio ambiente, que retribuam com respeito o que a cidade lhes oferece, que preservem seu patrimônio cultural e trabalhem com responsabilidade”.
Fontes:
http:// www.presidencia.gov.br
http://www.edukbr.com.br
http://www.wikipedia.org.br
Correio Braziliense, 05/08/2006
http://www.fundathos.org.br

Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura "plenarinho.leg.br - Câmara dos Deputados" e não seja para fins político-partidários

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