Marianne Peretti

Marianne Peretti é uma artista plástica franco-brasileira, considerada a mais importante vitralista do Brasil. Ela ficou conhecida por ser a única mulher a integrar a equipe de artistas do arquiteto Oscar Niemeyer na construção de Brasília.

Filha de um historiador pernambucano e de uma modelo francesa, Marie Anne Antoinette Hélène Peretti nasceu em Paris, em 13 de dezembro de 1927.

Desde pequena, Marianne só pensava em arte. Foi expulsa de duas escolas porque fugia sempre das aulas para pintar. Aos 15 anos, começou a frequentar a École Nationale Supérieure des Arts Décoratifs e, mais tarde, a Académie de La Grande Chaumière. Naquele tempo, ela ganhava algum dinheiro fazendo charges para jornais.

Conheceu seu marido durante uma viagem de navio entre a Europa e o Rio de Janeiro. Casou-se com ele e mudou-se para São Paulo em 1953. Na bagagem, já levou prestígio artístico: em sua primeira exposição individual, no ano anterior, recebeu muitos elogios da crítica e, até mesmo, do gênio surrealista Salvador Dalí.

No Brasil, o trabalho de Marianne foi ganhando espaço e reconhecimento – ela participava de bienais e realizava exposições individuais e coletivas pelas capitais brasileiras. Também criava esculturas, vitrais e relevos para edifícios públicos e residências particulares.

Ousadia recompensada

Marianne era fascinada pelo trabalho de Oscar Niemeyer. Quando soube que ele seria responsável pelo projeto das edificações da capital federal, ela ousou: aproveitou a escala de um voo no Rio de Janeiro e foi até o escritório do arquiteto. Bateu na porta e pediu para trabalhar com ele.

Deu certo: três meses depois, ela estava trabalhando nos vitrais dos principais monumentos da cidade, integrando uma equipe formada por artistas renomados como Athos Bulcão, Alfredo Ceschiatti e Roberto Burle Marx.

Um trabalho meticuloso

Em Brasília, Marianne fez vitrais para a Câmara dos Deputados e o Senado Federal, o Panteão da Pátria, o Superior Tribunal de Justiça, o Memorial JK e o Palácio do Jaburu. Mas, certamente, o mais grandioso de todos foi o da Catedral Metropolitana de Brasília.

Naquele tempo, não havia computador para facilitar os trabalhos. Assim, Marianne projetava à mão, com centenas de folhas de papel vegetal e canetinha, cada um dos 16 vitrais da Catedral. Eles eram enormes: mediam 30 m x 10 m. Ela só conseguia desenhá-los no piso de um ginásio!

Foi um trabalho exaustivo, mas o resultado compensou: a Catedral é, até hoje, a obra de que ela mais gosta. E a preferida por boa parte dos turistas que visitam Brasília!

Marianne vive até hoje no Brasil, em Olinda, num casarão onde funciona também o ateliê-fábrica de onde saem seus vitrais e as grandes esculturas em resina.

Confira o documentário feito em homenagem à artista ao completar 90 anos:

Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura "plenarinho.leg.br - Câmara dos Deputados" e não seja para fins político-partidários

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