Paulo Freire, o intelectual amoroso

Ilustração. O fundo é verde e textos em letra branca aparecem dos dois lados da imagem. No centro, dos ombros para cima, está um homem calvo no toop da cabeça e cabelos lisos grisalhos quase brancos cortados abaixo das orelhas, Ele usa óculos de armação fina e quadrada, tem pele clara, algumas rugas em torno dos olhos castanhos, nariz largo e um leve sorriso quase escondido pela crespa barba quase branca. O homem usa terbo marrom, camisa azul e gravata vermelha.

Educador, filósofo e um dos maiores nomes da pedagogia mundial, Paulo Freire acreditava na educação que o próprio estudante construía, com pensamento crítico e consciência política.

“Eu sou um intelectual que não tem medo de ser amoroso”. Essa frase tão delicada, plenamigo, é de Paulo Freire. Você já ouviu falar dele? Provavelmente você conhece alguma escola que leva seu nome, afinal temos mais de 300 instituições de ensino espalhadas pelo Brasil que homenageiam o mestre. Mas o que levou Paulo Freire a ser tão importante?

Ele nasceu em Recife, no dia 19 de setembro de 1921. Foi alfabetizado em casa, pelos próprios pais, escrevendo com gravetos na terra do quintal. Com o tempo, sua paixão por ensinar foi só aumentando e ele se tornou um dos maiores educadores do Brasil.

Ele desenvolveu um método de alfabetização de adultos, na década de 1960, que valorizava a bagagem pessoal e a realidade que cada aluno trazia para a sala de aula. Isso era muito diferente do que se costumava fazer com adultos analfabetos no Brasil naquela época. Valorizar as experiências dos alunos? O que é isso? Por causa de suas ideias – consideradas subversivas – Paulo Freire foi preso por 72 dias. Ele teve que viver exilado no Chile, Estados Unidos e na Suíça.

Já de volta ao Brasil, ao ser nomeado secretário de educação da cidade de São Paulo, em 1989, pôs em prática suas ideias.

Paulo Freire escreveu dezenas de livros, traduzidos para mais de 40 idiomas. Recebeu o título de Doutor Honoris Causa de 27 universidades espalhadas pelo mundo, além de outros prêmios superimportantes de educação. O intelectual amoroso faleceu em São Paulo, no dia 2 de maio de 1997.

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