2 de abril – Dia Mundial de Conscientização do Autismo

Todo ano, no dia 2 de abril, o Palácio do Congresso Nacional fica iluminado de azul pelo Dia Mundial de Conscientização do Autismo – uma data que foi instituída para chamar a atenção para um transtorno neurológico cada vez mais comum, mas que ainda causa muita dúvida.

O que é?

O Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) ou, simplesmente, autismo, é um transtorno global do desenvolvimento, caracterizado por importantes alterações no comportamento da criança. Seu símbolo é uma fita feita de peças coloridas de quebra-cabeça, representando a complexidade e os mistérios que ainda cercam essa condição.

Os sintomas mais comuns são dificuldades de se relacionar com outras pessoas; de brincar de faz-de-conta; de falar; de olhar nos olhos e de demonstrar emoções. A linguagem pode ser afetada e, em casos mais graves, não se manifestar. O comportamento da criança autista tende a ser repetitivo em áreas de interesse.

Essas alterações levam a grandes dificuldades de adaptação e em geral aparecem antes dos três anos de idade, podendo ser percebidas, em alguns casos, já nos primeiros meses de vida.

As causas ainda não estão claramente identificadas, porém já se sabe que o autismo é mais comum em crianças do sexo masculino e independe de etnia, origem geográfica ou situação socioeconômica.

Segundo dados de 2017 da organização Mundial da Saúde, 1 em cada 160 crianças apresenta um TEA.

Nenhum caso é igual ao outro

Ninguém é igual a ninguém. O mesmo vale para os casos de TEA. Algumas pessoas com autismo têm um comprometimento mínimo e podem viver de forma independente; outras precisam receber atenção e assistência pelo resto da vida.

Assim, a partir do momento em que for identificado, cada caso de TEA deve ser avaliado por uma equipe multidisciplinar para que seja desenvolvido um programa de atendimento personalizado, com os especialistas que forem necessários: médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e educadores físicos.

Lei nº 12.764, de 2012

Em 27 de dezembro de 2012, foi sancionada a lei que instituiu a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

Com esta lei, a pessoa com autismo tem assegurado o seu direito a tratamento adequado e acompanhamento médico. Além disso, passa a ser considerada pessoa com deficiência, contando com os mesmos direitos garantidos pelo Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015).

Saiba mais:

A AMA – Associação de Amigos do Autista – disponibiliza algumas publicações para download gratuito:

Com informações da AMA – Associação de Amigos do Autista

 para-o-educador

Com o aumento da ocorrência dos casos de TEA, é cada vez mais comum que as escolas recebam alunos com autismo. Seja parte da inclusão desses novos estudantes!

Uma boa iniciativa é estimular os alunos a pesquisarem em casa sobre os TEAs e trazerem suas descobertas para compartilhar com a turma. O conhecimento aumenta a empatia e ajuda a dissipar preconceitos.

Além disso, há dois filmes divertidos e muito sensíveis que podem ampliar a percepção de todos em relação às pessoas com autismo:

  • Mary e Max: Uma Amizade Diferente (2009)
  • Vida, Animada (2016)

Aproveite a oportunidade e explore o tema “respeito às diferenças” trabalhando a revistinha “Xô, intolerância” com a sua turma.

Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura "plenarinho.leg.br - Câmara dos Deputados" e não seja para fins político-partidários

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