Câmara entra no combate à violência política de gênero

Não é de hoje que as meninas são maioria no Câmara Mirim. Em 2019, os três projetos de lei discutidos foram criados por deputadas mirins e a Sessão Mirim foi presidida por uma menina. Mas infelizmente esses números não se repetem entre os parlamentares adultos.

No caso do Câmara Mirim, há pelo menos quatro anos, as meninas respondem por 55% da participação. Na Câmara, são apenas 77 deputadas federais (15% das cadeiras), em um país onde 51% do eleitorado é composto por mulheres. Segundo a União Interparlamentar (organização internacional dos parlamentos), o Brasil é uma das piores nações em termos de representatividade política feminina – 10 pontos percentuais a menos que a média global.

Uma das explicações para essa baixa participação é a chamada violência política de gênero. Ela repete situações vividas historicamente por mulheres desde a infância, como não ter suas ideias respeitadas, ouvir piadinhas por suas opiniões ou que determinados assuntos não são coisa para menina.

Campanha contra a Violência Política de Gênero

Para estimular a participação feminina nos processos políticos e combater a violência política de gênero, a Câmara dos Deputados acaba de lançar uma campanha. Além de dar visibilidade para o tema, a ação vai receber denúncias pelo sistema de atendimento ao cidadão da Câmara. Pelo Fale Conosco , será possível registrar situações de violência política contra mulheres em órgãos públicos nas esferas federal, estadual e municipal. A denúncia poderá ser feita anonimamente.

O Plenarinho se orgulha da grande participação das estudantes em todas as ações promovidas pela Turma. Meninas e meninos têm, juntos, construído uma cultura de respeito e igualdade, ensinando aos adultos que é preciso acabar imediatamente com a violência política de gênero.

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