Trabalhando o tema “fake news”

Como saber se a notícia que recebi é verdadeira? Quais os prejuízos causados pelas notícias falsas? O Plenarinho convida você, professor, a trabalhar esse tema em sala de aula.

Introdução

Os Parâmetros Curriculares Nacionais estabelecem que, nos anos finais do Ensino Fundamental, os estudantes devem estar aptos a participar com maior capacidade crítica de situações comunicativas diversificadas. A continuidade da formação para a autonomia se fortalece nessa etapa, na qual os jovens assumem maior protagonismo em práticas de linguagem realizadas dentro e fora da escola.

Nessa fase, especificamente em Língua Portuguesa, espera-se que os alunos aprofundem o tratamento dos gêneros que circulam na esfera pública, nos campos jornalístico-midiático e de atuação na vida pública. A intenção é que percebam as estratégias linguístico-discursivas e semióticas voltadas para a argumentação e persuasão.

No texto da Base Nacional Comum Curricular, por sua vez, entre as competências a serem desenvolvidas na área de História merecem destaque: produzir, avaliar e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de modo crítico, ético e responsável, compreendendo seus significados para os diferentes grupos ou estratos sociais.

Recentemente, ganhou destaque a questão da confiabilidade da informação, da proliferação de fake news, da manipulação de fatos e opiniões. Ficou evidente a necessidade de habilitar os estudantes a comparar notícias em diferentes fontes e mídias, com análise de sites e serviços checadores de notícias e com o exercício da curadoria das fontes.

Público-alvo: Alunos do 2º ciclo do ensino fundamental.

Disciplinas trabalhadas e conexão curricular: Língua Portuguesa e História.

Objetivo: Munir o jovem de recursos e ferramentas que o auxiliem a identificar, nas notícias que recebe, indícios de falsidade. Indicar a conduta recomendada diante de notícias falsas.

Etapas

O projeto será dividido em três encontros de 40 minutos cada.

Etapa 1: O professor solicita aos alunos que apresentem exemplos de notícias falsas divulgadas recentemente que tenham sido desmascaradas. Caso sinta necessidade de complementar a apresentação com outros casos, sugerimos acessar o serviço “Saúde sem fake news”, no portal do Ministério da Saúde, e escolher a notícia que julgar mais adequada.

Em seguida, debater as seguintes questões: O que havia de estranho na notícia falsa? Como era a chamada da notícia? E o texto, estava bem escrito ou não? Citava fontes confiáveis?

O debate deverá ser conduzido de modo a promover as seguintes reflexões:

  • Você costuma checar as informações que recebe? Já recebeu notícias falsas? Já divulgou notícias que descobriu que eram falsas?
  • Por que as notícias falsas se espalham tão fácil? O que há nelas que as torna tão interessantes?
  • Que interesses pode ter quem cria notícias falsas? E quem as divulga? Quem é o grande responsável pela desinformação: quem cria a notícia falsa ou quem propaga sem checar a veracidade?

Para encerrar o encontro, todos ouvem o programa de rádio “A vez do Plenarinho” sobre fake news.

Etapa 2: O professor retoma o assunto questionando os alunos sobre as medidas que eles consideram eficazes para identificar se uma notícia é falsa. As respostas são anotadas no quadro negro.

Em seguida, a turma lê o conteúdo da matéria Fake News: como identificar notícias falsas na rede.

Os alunos assinalam no quadro negro quais medidas apontadas por eles coincidem com as recomendadas no texto.

O professor então questiona a turma sobre quais fontes de informação eles consideram confiáveis. Quais as suas características? São veículos jornalísticos tradicionais, renomados? No caso de notícias sobre o governo, personalidades, empresas, a informação foi emitida ou confirmada por sua assessoria de imprensa?

Etapa 3: O professor divide os alunos em dois grupos e entrega a cada um uma notícia, sem informar se ela é falsa ou verdadeira. Caberá aos alunos, com base no que já discutiram, examinar os indícios do texto e decidir se a notícia é falsa ou não (sugerimos acessar o serviço “Saúde sem fake news”, no portal do Ministério da Saúde, e escolher as que julgar mais adequadas).

Ao final, os grupos apresentarão suas conclusões e os indícios. O professor destacará os indícios acertados e alertará para outros que passaram em branco. Ao final, revelará a verdade para os alunos, apontando a veracidade ou não das notícias.

Critérios de avaliação: Os alunos conseguiram identificar o que faz de uma notícia ser falsa ou verdadeira? Conseguiram perceber o mal que as notícias falsas podem causar?

Material necessário:

Computadores ou celulares (caso a escola permita) com acesso à internet para exibição da radionovela.

Reprodução autorizada desde que contenha a assinatura "plenarinho.leg.br - Câmara dos Deputados" e não seja para fins político-partidários

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